5 vezes que a SPFW N46 falou de Diversidade

A Diversidade esteve também em destaque na SPFW

Durante essa semana, estivemos presentes na maior Semana de Moda do país, a SPFW. Pelo sétimo ano consecutivo, fizemos a cobertura musical para a Vogue Brasil, contando um pouquinho do que rolou nas trilhas sonoras das passarelas. A SPFW N46, que ocorreu pela primeira vez no Espaço ARCA, na Vila Leopoldina, trouxe a São Paulo desfiles com novas coleções de mais de 30 marcas de moda. Mas não é novidade para ninguém que a SPFW não é feita apenas de roupas. Por trás de cada desfile, também existem formas de expressão, movimentos políticos e muitos detalhes que foram pensados por meses antes de sua execução. E teve um assunto nesta edição que teve destaque  e nos chamou atenção: a diversidade. Pensando nisso, selecionamos 5 momentos da Semana de Moda que esse tema esteve em pauta. spfw_diversidade_interna Confira aqui:
  • Tema da SPFW N46
Esta edição trouxe o tema Transposição. Além de outros assuntos, a diversidade ganhou destaque nas passarelas e nos corredores da SPFW. Esse tema inaugurou um novo ciclo na história de 23 anos do maior evento de moda do Brasil.
  • Coleção-protesto no Desfile da Top 5
O desfile da Top 5, que reuniu as marcas Karine Fouvry, Borana, Vankoke, LED e Studio Kalline, se destacou pela sua coleção-protesto. O estilista Célio Dias, da marca LED, apresentou nas passarelas a coleção que chamou de “Arretada”, que tece uma crítica ao esteriótipo da masculinidade, trazendo a tona a questão de gênero. Por fim, o designer surgiu com uma bandeira LGBT+ para fechar o desfile.
  • A mesa da tolerância do Ronaldo Fraga
Ronaldo Fraga, que já é conhecido por seus desfiles diversos e políticos, trouxe o tema através da tolerância e inclusão. Levou para as passarelas a questão dos árabes e judeus e colocou pessoas de todos os gêneros, idades e etnias sentados em volta de uma mesa – com comida de verdade. Ronaldo abriu seu desfile com um beijo entre dois homens – um árabe e um judeu – e finalizou chamando toda a plateia para se juntar à mesa. E claro que a música acompanhou esse momento. O estilista, que tem descendência árabe, nos contou que é enlouquecido pela cultura judaica, incluindo as músicas de suas festas. Assim, escolheu para o seu desfile músicas que trouxeram esse clima. spfw_diversidade_interna2 Aspas-01_rosa Eu abro com a Carte Blanche, cantando Preciso me Encontrar do Candeia, mas com os instrumentos dos judeus do leste europeu. Depois tem a tradicional a Chiribim Chiribom com ela também cantando. Trago dois hinos das festas judaicas, Bie Mir Bistu Shein e Tumbalalaika. Tem Timna Brauer & Elias Meiri Endemble tocando Padam da Edith Piaf com instrumentos do judaísmo ortodoxo. E, por fim, The Barry Sisteris, duas judias, cantando My Way em hebraico. Ali, universaliza tudo.Aspas-02_rosa

, finalizou.

  • Representatividade no desfile da Apartamento 03
O diretor criativo Luiz Cláudio trouxe muita cor e representatividade ao desfile da marca Apartamento 03. Todas as suas roupas foram apresentadas apenas em modelos negras, que ainda não é algo tão comum nas passarelas da SPFW N46. O público aplaudiu de pé o desfile da marca.
  • Todas as idades na Handred
A marca Handred, do estilista André Namitala, levou às passarelas modelos de todas as idades trazendo representatividade. Ao som de Construção e Apesar de Você do Chico Buarque e It’s a Long Way do Caetano Veloso, músicas da época da Ditadura Militar do Brasil, apresentou suas roupas em tom de protesto. De acordo com DJ e produtor Alexandre Ostrovsky, responsável pela trilha sonora, a música traz diversidade aos desfiles, já que é universal e para todos. Aspas-01_rosa Todo mundo pode gostar de uma certa música. Não é porque eu sou homem que eu não posso gostar de determinado gênero e vice-versa. A arte e a música não têm fronteira. É pra quem gostar. Gostou, é dono.Aspas-02_rosa

, nos contou.

Fotos: Vogue Brasil

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