Os 40 anos do filme “Alien”

Os 40 anos do filme “Alien”

Este ano, é a vez do universo Alien ficar quarentão. Digo universo pelo envolvimento de artistas plásticos, desenhistas e cartunistas que projetaram uma linguagem visual única, amarrada a um conceito de terror científico até então ainda não experimentado nas telonas. 

Alien, O Oitavo Passageiro, título carimbado em terra brasilis estreou em 1979, através das mãos do “quase” iniciante diretor britanico Ridley Scott (Blade Runner, Thelma e Luise, Gladiador, Hannibal, Perdido em Marte), fazendo do seu segundo longa uma epopéia desdobrada em cinco partes (Aliens, O Resgate – 1986; Alien 3 – 1992; Alien: A Ressurreição – 1997; Prometheus – 2012; Alien: Covenant – 2017), misturando ação, aventura e horror, em cima de prospecções cientificas aterradoras. 

Mas a grande sacada do original quarentão, não é somente o roteiro simples de terror científico de Dan O’Bannon: um cargueiro espacial com sete tripulantes recebe um sinal de socorro de um planetoide, e na averiguação do mesmo, um passageiro inesperado invade a nave. O desenvolvimento desta “infestação” por parte de Scott tornou a produção memorável por duas ideias fantásticas: a visualização mínima do “alienígina”, aumentando ainda mais o clima claustrofóbico da direção, e o desenho de produção a cargo do pintor surrealista suíço H. R. Giger, criando uma atmosfera soturna, surreal e sinistra, principalmente para tudo que envolvia o oitavo passageiro.

Para aqueles que como eu, fãs de sci-fi e que se apaixonaram de prima pelo longa, amargamos 33 anos sem respostas adequadas para questões polêmicas, principalmente sobre a origem do alienígena (batizado de xenomorfo) e de quem seria, por exemplo, o esqueleto da criatura-piloto encontrada na nave estrangeira, provavelmente infestada por um destes xenomorfos. As respostas viriam pelas mãos do próprio Ridley Scott em Prometheus,  e na continuação Alien: Covenant, dividindo opiniões, aplausos e decepções,

Apesar do sucesso estrondoso de Star Wars dois anos antes, a proposta de Alien não era tão lúdica e quase infantil quanto o longa de George Lucas, mas criar um universo adulto, implacável e inovador, com referencias claras de 2001: Uma Odisseia No Espaço; obviamente o desenho de produção de Giger tem um papel fundamental na performance do filme, tornando-o um verdadeiro pesadelo gótico, como toda a obra do pintor (Ridley Scott apaixonou-se por Necronon IV de Giger), fazendo com que o artista inspirasse o “dècor” de diversos jogos no mundo geek.

Em comemoração aos 40 anos do filme, a FOX esta lançando seis curtas live-action inéditos e originais da franquia, alem de sete episódios da serie original Alien: Isolation, e o jogo mobile Alien: Blackout.

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