Lollapalooza: A história por trás de um dos maiores festivais do mundo

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O Lollapalooza chega para sua oitava edição no Brasil, em São Paulo, nos dias 5, 6 e 7 de abril e, em clima de aquecimento, a Radio Ibiza veio contar um pouco da história de um dos maiores festivais do mundo.

O tão famoso festival nasceu em 1991, e veio de uma iniciativa de Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addicion, que queria promover um festival de música alternativa na turnê de despedida da banda, onde outros artistas da cena pudessem mostrar seus trabalhos.

Inspirado no Gathering of the Triber, Perry decidiu que o festival seria itinerante e que passaria pela América do Norte. Sendo assim, a primeira edição passou pelos Estados unidos e Canadá entre julho e agosto do mesmo ano. O line up contava com Nine Inch Nails, Ice T, Living Colour, Siouxsie & The Banshees, entre outros. A época era oportuna e, por isso, o Lolla se tornou um bom espaço para a cena musical underground se estruturar e crescer nos países. O festival fez sucesso e logo em seu segundo ano, na edição de 1992, levou nomes de peso como Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam, Soundgarden, Cypress Hill, e mais.

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Um fato curioso e importante a ser ressaltado é que Perry, desde a primeira edição, se preocupava em mesclar músicas com outras manifestações culturais, como artistas de circo, tatuadores, espaços para leitura, etc. Desde essa época, o Lolla já era um festival de experiência.

O evento era um sucesso e ia a todo vapor, mas em 1994, precisou dividir as atrações com o Woodstock, outro grande festival que estava acontecendo ao mesmo tempo. Mesmo assim, as bandas confirmadas para aquele ano eram Green Day, The Smashing Pumpkings e a grande headliner, Nirvana, que cancelou a participação no evento pouco tempo antes do suicídio do vocalista Kurt Cobain.

O ano de 1995 ainda foi considerado bom para o Lollapalooza, entretanto, em 1996, Perry havia se afastado para cuidar de outros projetos de música eletrônica, e se incomodou com a escalação do Metallica para o palco principal daquele ano. Para ele, a banda não representava as bandas de rock alternativo que vinham sendo escaladas até então, e também a considerava uma banda de rock machista.

Isso tudo, junto com a virada do milênio e o panorama musical mudando: o pop ganhando força e o declínio do rock alternativo, fez com que o festival perdesse a identidade e a força propulsora que havia ganhado até o momento. Em 1997, o line up priorizou nomes do hip hop e da música eletrônica. Por isso, os fãs de outros anos não compareceram ao evento e, em 1998, quando estavam preparando uma nova edição, o Lollapalooza foi cancelado e parecia ter chegado ao fim.

Foi quando, em 2003, Farrell convocou Jane’s Addiction para retornar aos palcos e agendou uma nova turnê do Lollapalooza. O festival continuou no formato de itinerante e passou por 30 cidades. Contudo, o evento não atendeu às expectativas de público esperado, possivelmente pelo elevado preço dos ingressos. Outra turnê foi agendada para o ano seguinte, mas foi cancelada em junho, novamente devido à fraca venda de ingressos em todo o país.

Mesmo assim Perry Farrel não desistiu e, junto com uma empresa (que atualmente responde por C3 Presentes), desenhou um novo formato de festival que finalmente se consolidou. Nasceu, portanto, com primeira edição em 2005, o Lollapalooza fixo no Grant Park em Chicago, em um festival que teve dois dias de festa, e contou com bandas como The Killers, Arcade Fire, The Black Keys e Death Cab for Cutie.

Conforme o passar dos anos, o festival foi ganhando mais força e artistas de outros gêneros ganharam espaço. Esse estilo de festival foi consolidado e ocorreu ano a ano em Chicago. Assim, em 2011, Farrell resolveu expandir os horizontes e trouxe, finalmente, o festival para a América do Sul. A primeira edição foi no Chile, em abril. O evento foi um sucesso, tanto que eles fizeram, em 2012, a primeira edição no Brasil.

Foram dois dias de rock no Jockey Clube de São Paulo que contaram com a participação de bandas como Foo Fighters, Arctic Monkeys, Foster The People, Joan Jett, Band Of Horses, Cage The Elephant, etc.

O país teve seu primeiro contato com o festival norte-americano e logo o aprovou. Foi um verdadeiro sucesso. Em 2013 teve três dias e gigantes como Pearl Jam, Queens Of The Stone Age, The Hives, The Black Keys, e mais.

A produtora que organizava o festival encerrou as atividades e o Lollapalooza foi “abraçado” por uma nova produtora, a T4F, que organiza diversas grandes turnês no Brasil. A partir disso, passou a ser realizado no Autódromo de Interlagos.

Desde então, o festival tem sido um sucesso e já trouxe nomes muito diversos no universo da música. Esse ano, na sua oitava edição, o Lolla promete reunir o que tem de melhor em música, arte e gastronomia. Serão quatro palcos com Dj’s, bandas e performances, nacionais e internacionais. O Lollapalooza de 2019 promete!

Aproveite para ouvir a nossa playlist “Esquenta Lollapalooza”:

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