Depeche Mode: saiba a história da banda e como foi o show em SP

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Conheça a história da banda Depeche Mode, referência da música eletrônica

Com quase 40 anos de estrada, Depeche Mode é uma das bandas mais bem sucedidas da música, entre criatividade, álbuns e turnês. Apesar da popularidade, ela se mantem em um patamar alternativo, com um crescente de público até hoje, arrastando uma legião de fãs aos shows, provando que nem sempre as paradas de sucessos ditam as regras.

Originária de Essex, Inglaterra, fomou-se no inicio dos anos 80 pelos amigos David Gahan, Martin L. Gore, Andrew Fletcher e Vince Clarke, que deixou o grupo no primeiro álbum para criar os projetos mais pop’s YAZOO e ERASURE. Clarke foi substituido logo no segundáalbum pelo multi instrumentista Alan Wilder, que permaneceu até 1995, quando a banda tornou-se de vez um trio.

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Com um som basicamente entre Kraftwerk e David Bowie, o Depeche Mode (nome de uma revista francesa de moda) é influência direta nos músicos que viram em seu trabalho eletrônico, inspiração e modelo de texturas originais e inovadoras; nomes como Nine Inch Nails, Placebo, Coldplay, Smashing Pupkins, Pet Shop Boys e Marilyn Manson não escondem esse posicionamento e até adotam tais tessituras até hoje.

Nos 14 álbuns de estúdio que vão de 1981 a 2017, compreendem ciclos de amadurecimento, influências religiosas, drogas, álcool e depressão, respondendo a estas experiências com texturas, camas, efeitos e timbres marcantes para cada fase. Nada tão diferente de outras bandas de rock, mas na historia do grupo, são “marcas d’água” importantes e definitivas.

Na realidade, falar em Depeche Mode é falar de texturas, principalmente analógicas, já que a pesquisa da banda na área sempre foi intensa. Os “refrões musicais”, notórios e populares, tornaram-se famosos, não só pela composição em si, mas pelos riffs engenhosos, criados em diversos teclados analógicos. Everything Counts, Stripped, Strange Love, Enjoy The Silence e Police Of Truth são exemplos clássicos destes refrões/riffs.

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Depois de anos, a banda fez seu show no dia 27 de março em São Paulo

A turnê Global Spirit, que divulga SPIRIT, o mais recente trabalho do DM, foi extendida à America do Sul e especialmente ao Brasil, que não via um show da banda há quase 24 anos. Foi um espetáculo voltado ao público latino americano, recheado de hits e com somente três singles do disco novo. Das 20 músicas do repertório, incluindo o bis, a maioria, foi doálbum de 1997 ULTRA, disco da fase critica da banda: alcoolismo, drogas, depressão e o primeiro trabalho sem Alan Wilder, responsável pelos sinths dos principais hits até então. Apesar disto, o ULTRA fez muito sucesso no hemisfério sul.
Segue o set list:

Going Backwards – (Spirit, 2017)
It’s no Good – (Ultra, 1997)
Barrel of a Gun – (Ultra 1997)
A Pain that I’m Used To – (Playing The Angel, 2005)
Useless – (Ultra, 1997)
Precious – (Playing The Angel, 2005)
World in my Eyes – (Violator, 1990)
Cover Me – (Spirit, 2017)
Insight – (Ultra, 1997)
Home – (Ultra, 1997)
In Your Room – (Songs OfFaith And Devotion, 1993)
Where’s the Revolution – (Spirit, 2017)
Everything Counts – (Construction Time Again, 1983)
Stripped – (Black Celebration, 1985)
Enjoy the Silence – (Violator, 1990)
Never let me Down Again – (Music For The Masses, 1987)

BIS

Strangelove – (Violator, 1990)
Walking in My Shoes – (Songs OfFaith And Devotion, 1994)
A Question of Time – (Black Celebration, 1985)
Personal Jesus – (Violator, 1990)

David Gahan, o vocalista e front man, continua impecável na postura de band leader, com o carisma, a agilidade e o vigor de duas décadas atrás, pecando e escorregando nos vocais, mas totalmente “perdoável” na posição estelar que ocupa. A tarefa guia do canto está por conta de Martin Gore, fantástico e perfeito em tudo, inclusive nos riffs pontuais de guitarra, que costuram a grande maioria das composições, que são suas, com direito a memoráveis e inesquecíveis momentos acústicos. Andrew Fletcher, o mais low profile do trio, dispara as programações, samples e harmonizações, intermeadas pelos principais riffs de teclado. Os convidados do trio, aliás há algum tempo, são os ótimos Peter Gordeno (teclados, voz e baixo) e de Christian Eigner (bateria).

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