Saiba como foi o Festival Locomotiva

PRA OUVIR ·

Nos dias 18 e 19 de Agosto, em uma chácara para eventos localizada nos arredores de Piracicaba , SP, aconteceu o Festival Locomotiva.

Pessoas de todas as idades e tribos, da própria cidade e outras regiões foram aproveitar o fim de semana pra curtir tudo o que o festival tinha a oferecer.

Além de shows, o festival oferecia discotecagem de DJs, comida para todos os gostos e muitos outros entretenimentos. Tudo isso com um toque rural e acolhedor que o interior tem a oferecer.

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Foto: Festival Locomotiva

No festival foram escaladas mais de 30 bandas do circuito Rock Nacional atual, tais como “O Terno”, “Boogarins” e “Scalene”. Um line-up bem rico variando do Rock Pop até o mais experimental específico, mostrando para todos os presentes como anda o Rock no país.

Bandas como “SICK”, “Ema Stoned” e “E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante” mostram para o público o chamado de “post-rock” no país. Suas sonoridades etéreas e intensidades crescentes fazem do palco um lugar que passa muitos sentimentos para o público.

Bandas como “Muñoz” e “Stolen Byrds” ficam encarregados do chamado “stoner-rock”, gênero que faz muitas referências a bandas de Heavy Metal dos anos 70 como “Black Sabbath”. Seus riffs pesados e graves faziam todos pularem no ritmo das músicas.

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Foto: Festival Locomotiva

“Scalene”, “Menores Atos” e “Laranja Oliva” apresentam para o público sua música “anti-pop”, sonoridade que tem como missão desconstruir a música pop sem perder sua essência, colocando uma sonoridade mais agressiva ou um andamento mais ousado. De certa forma, mostra para o público que a música pop pode ser além do que já estamos acostumados.

Deixo meu destaque para os shows de bandas como “Dead Fish”, uma das pioneiras do Hardcore do Brasil que está há quase 30 anos em atividade. Seu show enérgico e o público cantando em junto passaram uma sensação grandiosa para quem observava de longe.

“Odradek + SLVDR” também entram em destaque, as duas bandas sobem ao palco, apresentando uma sonoridade extremamente complexa, animada e visceral. O público não parava de pular e gritar conforme as músicas eram tocadas. Apesar de o show ter sido curto, foi um momento que marcou muito para todos.

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Foto: Paula Yassuda

“RAKTA”, banda formada por mulheres, impressiona a todos com sua sonoridade densa e barulhenta com base no no “wave”, acompanhada de uma iluminação de palco onde apenas víamos suas sombras. Sua sonoridade hipnotizava a todos, criando uma atmosfera mântrica no local.

De forma geral, o festival foi ótimo. Comida boa, preços razoáveis, uma boa organização e shows incríveis. Locomotiva hoje possui tem uma importância como o Circadélica ( Sorocaba – SP ) e Festival Contato ( São Carlos – SP), cujos festivais acabam apresentando novos universos para uma região.

Não duvidem que em pouco tempo bandas com sonoridades diferenciadas na região de Piracicaba começarão a surgir.

Que venha mais experiências como esta.

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