6 Mulheres pra você conhecer na cena Hip Hop do Brasil

PRA OUVIR ·

No dia 12 de novembro, celebramos o Dia Mundial do Hip Hop! O gênero que nasceu nos Estados Unidos hoje é um patrimônio mundial e movimenta cifras, ideias e vozes ao redor do mundo.

O papel do MC (Mestre de Cerimônia), que, ao longo da história, virou o rapper, era no início de tudo ser a voz que comandava a festa. O tempo passou e o artigo (o ou a?) para definir rapper foi se tornando variado. Ainda que tenha sido um lugar majoritariamente masculino, grandes nomes como Lauryn Hill, Missy Elliot e Nicki Minaj, para citar algumas, ganharam espaço no cenário internacional.

As mulheres sempre estiveram também presentes no rap nacional e, nos últimos anos, têm conquistando cada vez mais espaço para suas questões e manifestações de arte.

Preparamos pra vocês uma lista de rappers mulheres aqui do Brasil. Vale a pena conferir! E, por que não, adicionar à sua playlist?

  • Mariana Mello

Natural de Santos, Mariana se define como “caiçara” e faz questão de sempre reforçar o lugar de onde veio. Seu EP ‘Eu, Mariana’ tem mais de 120 mil visualizações no youtube. O visual urbano de modelo (trabalho que exerce até os dias de hoje) somado a uma postura que dosa a combatividade com fluidez, faz de MC, um ícone imagético interessantíssimo. Ficou curioso? Se liga aí!

  • Gabz

Gabz é carioca e iniciou sua carreira participando de SLAMs, batalhas de recitação de poesias autorais, no Rio de Janeiro. Natural do bairro de Irajá, Zona Norte carioca, a cantora tem apresentado um trabalho com letras sobre força feminina e protagonismo no rap, usando e abusando das referências e jogos de palavras. Dá um play nessa faixa!

  • Drik Barbosa

Na estrada há mais de 10 anos, Drik lançou no início de 2018 o EP ‘Espelho’. O trabalho passeia pelo trap, pelo boom bap e conta com a love song ‘Inconsequente’, deixando clara também a afinidade da artista com o R&B. Atualmente Drik faz parte do time do Laboratório Fantasma, selo comandado pelo rapper Emicida.

  • Clara Lima

A mineira Clara Lima ganhou notoriedade na cena Hip Hop logo cedo. Foi a primeira mulher a representar Minas Gerais na grande final do Duelo de MCs Nacional, onde foi a única MC feminina entre os oito finalistas. Ela traz como marca sua destreza lírica, trazida dos duelos de rimas, e a ginga na voz. Clara tem mostrado sua versatilidade com trabalhos de levadas mais lentas como esse som que selecionamos pra vocês. Solta o som!

  • Tássia Reis

Tássia Reis se destaca por trazer mensagens fortes sobre feminismo e racismo de uma maneira particularmente sofisticada e atraente musicalmente. Seu contato com a arte veio através da dança e logo se espalhou para outras expressões chegando ao rap. Como ela mesma diz na canção ‘Meu Rapjazz’, tira um segundo pra ouvir que ela não costuma falhar!

  • Brisa Flow

Filha de pais chilenos, fugidos da Ditadura Militar, a mineira Brisa (de batismo) adotou o “Flow” pra sua vida e entrou no rap sem esquecer a política. Suas músicas levantam discussões sobre feminismo, dinâmicas sociais entre outros vários temas. Vem conhecer um pedacinho do trabalho dela!

Gostou das sugestões? Já curte o trabalho de alguma delas? Conta pra gente e vamos seguir acompanhando a abertura de caminha das “minas” no rap nacional.

* banner: Still do Clipe ‘Do Batuque ao Bass’ – Gabz 
   destaque: Kelvin Yule/Divulgação

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