Identidade Musical para empresa, como fazemos? (Parte 2)

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Começamos a dizer aqui, como a música é uma das ferramentas sensoriais mais fáceis e eficazes para conectar empresa e mercado consumidor. Vimos também, como ela mexe diretamente com a emoção, atitude, sentimento e a energia do comprador. Mas não só a do comprador, ela afeta a vida fora o consumo.

O efeito da música sobre as pessoas parou de ser assunto de músico, poetas e filósofos e começou a entrar em discussões neurológicas. Ao ouvir uma melodia musical, nosso cérebro inteiro se ilumina. Exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios disparam e iluminam cada área do nosso cérebro.

Segundo o site Diário da Saúde, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla, na Finlândia, escolheram um tango argentino para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro.

A análise do experimento revelou que a música ativa muito mais áreas, do que só as que se relacionam diretamente com a audição. Uma das áreas afetadas é a responsável pelo movimento, o que afirma que música e movimento estão interligados.

A seguir, usando sofisticados algoritmos de computação, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango, com as “luzes” produzidas no cérebro. As áreas chamadas límbicas, ligadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.

Isso ajuda não só a ciência, mas também aos compositores, que poderão criar melodias dependendo da emoção que querem transmitir para o ouvinte com a sua música.

Cognição musical

O estudo sobre cognição musical – ramo recente da neurociência cognitiva, que estuda as relações entre as funções musicais existentes no cérebro e no comportamento humano – da musicoterapeuta e mestre em psicologia Maristela Smith, nos ajuda a compreender um pouco mais da mente musical humana.

O homem e a música se complementam e são inseparáveis. Os dois têm a possibilidade de se transformarem mutuamente e se readaptarem ás necessidades que a sociedade impõe ao longo da vida.

Segundo o escritor Gregório José Pereira de Queiroz, o som e a música compõem o homem, o universo e vice-versa.

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A dimensão dos sentimentos se transforma quando o campo emocional é trabalhado por meio dos estímulos convenientes. O estímulo mais poderoso para exercitá-lo é a música, e é neste sentido que a música compõe o homem.

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Musicoterapia

Se, dessa forma, a identidade humana abrange a música e todos os seus elementos, concluímos que trabalhar a música interna é trabalhar a identidade humana. É isso o que a musicoterapia faz.

Como definimos a nossa “música interior”?  O que nos leva a escolher esta ou aquela canção como a de nossa maior identificação? Por que gostamos mais de certos estilos musicais ou estruturas rítmicas do que de outros? Estas questões estão intimamente relacionadas à Identidade Sonoro-Musical dos indivíduos, aquilo que nos singulariza e que nos caracteriza como unidade na coletividade.

Com o entendimento do estudo da professora Maristela Smith, conseguimos afirmar que, a música ao “tocar” na nossa sensibilidade e na emoção, resgata o humano que há dentro de nós. Quando nos alienamos de nós mesmos, quando nos percebemos estranhos a nós próprios, ou quando nos sentimos por vezes desagregados internamente, a música, em especial e a arte em geral, possibilitam-nos uma integração, “juntando nossos pedaços”.

Já vimos como a música mexe com todos os sentidos, e agora a Radio Ibiza pretende aguçar todos os outros sentidos através desse Jornal Online e suas mídias. Vamos além da música, vem ai Radio Ibiza Sensorial.

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